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Quando a paciência se escapa

23.09.20

Há dias e dias.

Há dias bons e dias menos bons.

Depois que a minha bebé nasceu, há dias que mal me reconheço. Há dias em que perco a paciência, principalmente com ela, mas também com o marido ou o enteado... E sinto-me tão mal com isso, tão mal comigo própria.

A verdade é que ser mãe, e quando não se tem família perto que possa dar uma ajudinha, torna-se esgotante. É muito difícil. Mais ainda quando se volta ao emprego. Sei que quanto mais cansada me sinto, quanto mais exausta fico, mais a minha paciência se esgota, menos tolerante consigo ser. E isso é tão mau. Eu sei. Reconheço. Culpo-me tanto e tantas vezes. Quando perco a paciência tenho tendência de falar mais alto, bruscamente. Ralho. Mostro má cara. É péssimo, eu sei. E cada vez que acontece penso que não pode voltar a repetir-se e que tenho de ter mais calma e paciência, porque as outras pessoas não têm culpa do meu cansaço e de estar exausta.

Mas é tão, mas tão difícil.

E quando acontece sinto-me extremamente culpada e arrependida. Preocupada com a bebé. Ela já tem um bom entendimento de tudo e nota-se que fica sentida. E depois fico de coração partido. Claro que se for preciso no momento seguinte lhe dou imensos mimos e tento compensar a explosão de falta de paciência. 

Img3.jpg

(imagem retirada da internet)

Não sou de ferro. Há momentos que sinto-me uma péssima mãe por situações como esta. Por haver dias que o que mais me apetecia era chegar a casa, tomar um banho relaxante, sentar no sofá, comer uma taça de cereais e ir dormir uma noite inteira e sossegada. Sem mais preocupações. 

Claro que amo a minha bebé acima de tudo. Não me arrependo minimamente de ter escolhido ser mãe. Adoro ser mãe. Enche-me o coração e sinto que sou capaz de lhe dar o mundo. Amo-a de uma maneira que não é possível expor em palavras.

Mas a maternidade também é difícil.

E sim, muitas vezes perco a paciência. Não sou uma má mãe por isso. Sou uma mãe humana e cansada que também erra. 

Se tento dar sempre o meu melhor? Sem dúvida. Todos os dias me esforço nesse sentido.

Se consigo sempre? Não, nem perto disso. Porque não sou uma mãe perfeita, sou uma mãe real. 

Quem mais é assim, uma mãe real?!


3 comentários

De Mamã Gansa a 23.09.2020 às 17:57

Entendo-a muito bem. Também não tenho apoios familiares. Também perdia a paciência com a minha bebé. Não há mães perfeitas e nem tudo são rosas na maternidade. A minha bebé hoje já é uma adolescente e o meu menino tem 8 anos apesar de exigir uma atenção especial.
O cansaço é real. A falta de paciência é real. Mas o amor vence tudo.

De E agora mamã? a 24.09.2020 às 10:41

É tão reconfortante ler as suas palavras e sentir que realmente não sou a única a passar por estas dificuldades, que não é só comigo que acontece!! 🙏💚

De Maria Castanha a 28.09.2020 às 23:21

É difícil sim e é bom também. O.seu texto parece ter sido tirado das palavras que já escrevi. E porquê? Porque somos humanos. Mas há que ter paciência e tentar evitar essas descargas sobre quem nos rodeia. Não tenho muitos conselhos só mesmo o que vivi. Hoje sei, que deveria ter respirado mais fundo muitas vezes antes de ter explodido. Peça ajuda antes de ficar mesmo em exaustão.

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